Plano prevê RS 3,7 bilhões para investimentos nos portos do Sul

13/09/2007

Melhorias e projetos de expansão nos Portos do Paraná são algumas das prioridades do Plano Nacional de Logística de Transportes (PNLT) do Ministério dos Transportes. O secretário de Política Nacional de Transportes, Marcelo Perrupato, participou de uma reunião de trabalho nesta segunda-feira (10) na sede do DER, em Curitiba, para apresentar o Plano e ouvir quais são as demandas do Paraná no setor de Transportes nos próximos 16 anos.
Para a região Sul do Brasil, serão destinados R$ 29 bilhões até 2023. Este valor representa 16,9% dos R$ 172,41 bilhões previstos para todo o País. Considerando o valor destinado apenas para o investimento em portos, o Sul receberá R$ 3,72 bilhões (12,8% da verba destinada para a região). Em termos nacionais, os portos receberão R$ 25,16 bilhões (14,6% do total nacional).
O secretário reforçou a tendência do PNLT de mudança de prioridades no modal de transportes, já pensando nas demandas futuras de energia derivada de petróleo. ?O que temos aqui é um plano indicativo de necessidades futuras para o desenvolvimento e não simplesmente um plano de obras. O plano está com um foco muito grande de ampliação do sistema ferroviário e hidroviário, exatamente para que a matriz de transportes do país fique mais equilibrada e que a gente não fique tão dependente em termos de consumo de energia derivada de petróleo?, disse Perrupato.
Segundo o secretário, os investimentos destinados para o Sul do Brasil, e em especial ao Paraná, são importantes porque ?o Paraná se insere no contexto nacional com alta prioridade porque ele é um estado com bom nível de desenvolvimento, permeando as áreas agrícola e industrial. Por isso ele tem prioridade para exercer a função de escoamento de safra?.
O chefe do Departamento de Operações do Porto de Paranaguá, Clauber Candian, apresentou os investimentos prioritários para os portos paranaenses (veja quadro). Segundo Candian, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) fez algumas modificações nas prioridades para os portos daquelas apresentadas durante a primeira rodada de discussões do Plano, que foi realizada no ano passado. ?O grande projeto hoje da Appa é a construção do Porto do Mercosul, em Pontal do Paraná. Além disso, a nossa lista de investimentos prevê o aprofundamento do Canal da Galheta e a criação do terminal de passageiros de Antonina?, disse Candian. Os investimentos apresentados pela Appa prevêem 12 obras diferentes num valor total de R$ 1,84 bilhão.

Estratégia – A idéia do Ministério dos Transportes é que, a longo prazo, cargas volumosas que percorrem longas distâncias devam ser preferencialmente transportadas por hidrovias e ferrovias. Desta forma, as hidrovias que hoje têm uma participação de 13% na matriz de transporte, passarão a responder por 29%. No entendimento do Ministério, o Brasil perde competitividade ao onerar seu sistema de transporte de cargas em US$ 2,5 bilhões por ano, em função do uso desequilibrado da matriz de transportes. O Plano apresentado leva em conta os rumos da economia brasileira nos próximos 15 anos e servirá de base para a elaboração dos próximos Planos Plurianuais de Investimentos (PPAs). Ele foi dividido em três etapas: de 2008 a 2011; de 2012 a 2015 e de 2016 a 2023.
Segundo Perrupato, o PNLT será atualizado anualmente e, de quatro em quatro anos, ele será revisado para absorver as alterações que surgirem nas diferentes regiões do País.